Carlos Leahy para prefeito

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Foto Diario Bahia Carlos Leahy    Foto: Diário Bahia

O Solidariedade pretende ter candidatura própria nas próximas eleições municipais em Itabuna. E Carlos Leahy (foto) é o filiado mais cotado para assumir esse desafio. Marcos Medrado (estadual) e Paulinho da Força (nacional), líderes da legenda, são os principais incentivadores de Leahy, que, no entanto, está pensativo, dividido entre a vontade de abraçar a candidatura e seus compromissos na CDL. Ele disse ao Diário Bahia que tem muito carinho pela entidade e não gostaria de vê-la envolvida, mesmo que indiretamente, em política partidária. Por outro lado, sonha, na condição de prefeito, em dar sua contribuição para o desenvolvimento do município.

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Nadson Monteiro aposta na habilidade de Vane para evitar fissuras na base aliada

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Nadson MonteiroSITENadson Monteiro é um dos representantes do PPS na Câmara de Itabuna

Um ano e meio antes da eleição, o que o prefeito de Itabuna, Claudevane Leite (PRB), mais tem pedido aos secretários, nas reuniões mensais, é a unidade do grupo. A equipe de governo, em maioria, é formada por nomes dos partidos que integraram a base da coligação "Na Frente para Itabuna Mudar" – PCdoB, PP, PPS, PRB, PSC e PV. Mas a aliança segue firme e forte, inclusive rumo ao próximo pleito?

Em busca dessa resposta, o Diário Bahia ouviu o vereador Nadson Monteiro (PPS), um dos representantes da base aliada na Câmara. Ele reconhece que "muita coisa pode mudar para a próxima eleição", principalmente devido à hierarquia dos partidos, onde as instâncias superiores (diretórios estadual e nacional) costumam estabelecer diretrizes a serem seguidas em todo o território.

"Eu tenho receio de que essa coligação tenha fissura para a eleição de 2016, mas Vane consegue identificar as divergências e contornar", afirma, mencionando a dificuldade de diálogo de alguns secretários, mas sem citar motivos para tais diferenças.

Para o vereador, não passam de boatos as suposições de que o prefeito não tentará, digamos, um "segundo tempo" da gestão – direito que lhe confere a Constituição. "Ele sempre disse que quer trabalhar para fazer um bom mandato, resolver os problemas da cidade, mas nunca disse que não será candidato à reeleição", comentou.

Quanto aos apoios ao governo no Legislativo, o edil lembra que há 11 vereadores aliados. Além dos sete representados pelo PCdoB (2), PPS (2), PRB (1), PV (1) e PSC (1), outros quatro do PROS se somaram à base. Ele ressalva que, da oposição, apenas dois eram mais incisivos, mas um já está mais ameno.

Com relação ao PPS, segundo Monteiro, deixa os diretórios municipais livres para traçar rumos nas eleições locais. A sigla já tem, inclusive, uma meta para 2016 em Itabuna: caso não haja coligações, trabalhará para, pelo menos, manter o número de vereadores que tem. Hoje, são dois – Nadson Monteiro e César Brandão.

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Geraldo, PT e a sucessão

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geraldo-simões-no-congresso-nacional-2

*Por Marco Wense

Já passou da hora de Geraldo Simões ter uma conversa definitiva com o governador Rui Costa sobre sua pré-candidatura a prefeito de Itabuna na eleição de 2016.

Figuras importantes do PT, como Josias Gomes e Everaldo Anunciação, respectivamente secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia e presidente estadual da legenda, já se posicionam a favor da reeleição de Claudevane Leite (PRB).

Correligionários de GS são da opinião de que o silêncio de Rui diante do imbróglio PT versus PT, PT geraldista versus PT antigeraldista, é a prova inconteste de que o petista-mor caminha para apoiar o segundo mandato do alcaide.

O problema é que o prefeito Vane ainda não decidiu, de maneira incisiva, peremptoriamente, sem deixar nenhum resquício de dúvida, se será ou não candidato, deixando todos com a pulga atrás da orelha.

Todos, mas especificamente o vice Wenceslau Júnior, que não esconde sua pretensão de disputar o Centro Administrativo Firmino Alves. É bom lembrar que a última investida do vice foi intempestiva e atabalhoada.

Geraldo Simões, não suportando tanta fritura dos "companheiros", não tem outro caminho que não seja o de procurar outro partido, como, por exemplo, o PSB da senadora Lídice da Mata.

E se o enigmático chefe do Executivo desistir da reeleição? Vai ficar na obrigação de apoiar o candidato do PCdoB, que teria duas opções: o vice Wenceslau ou o deputado federal Davidson Magalhães.

A pertinente e oportuna pergunta, também crucial em um futuro não muito distante, é se o comando estadual do PT e o governador Rui Costa apoiariam o pretendente comunista.

A política não costuma socorrer os que dormem. Quem assim procede termina politicamente defenestrado, sucumbido. Recomendo a Geraldo Simões uma rápida pestana, sob pena de ficar a ver navios.

Telhados de vidro

Concordo com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em relação ao projeto de Lei que visa punir – com perda do registro – os partidos políticos que receberam ou venham receber recursos ilegais ou derivados de corrupção.

Vou mais longe: tem que cassar o mandato dos candidatos que recebem dinheiro sujo, deixando-os inelegíveis para o resto da vida. O dito cujo tem que ser execrado da vida pública.

O engraçado é que pela Operação Lava Jato, o PT e o PSDB, só para citar duas legendas, já teriam seus registros cancelados, sem falar no que vem pela frente com a instalação da CPI do SwissLeaks – HSBC.

Com contas secretas na Suíça, famosos e conhecidos brasileiros doaram dinheiro a candidatos do PSDB, PT, PSDC, PV, PMDB, PSC, DEM, PP, PROS, PTB, PRB e PSB. Pelo andar da carruagem, vamos ficar sem partidos.

E mais: levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que as empreiteiras investigadas pela Lava Jato doaram aos diretórios nacionais do PT e do PSDB valores equivalentes.

Duas perguntas são pertinentes: 1) o instrumento da delação premiada só vale para o PT, PMDB e o PP? 2) Por que as doações ao PSDB não são consideradas como propinas?

Com efeito, veja o que disse o doleiro Alberto Youssef sobre a conhecida Lista de Furnas: "Aécio Neves levava US$ 100 mil por mês". Vale ressaltar que o esquema durou quase todo o governo FHC.

O senador Agripino Maia, presidente nacional do DEM, é réu no STF. O democrata é acusado de ter recebido R$1,1 milhão para liberar serviços de inspeção veicular no Rio Grande do Norte.

Aécio Neves e Agripino Maia são enganadores de plantão. Não passam de falsos moralistas. Pseudos defensores do dinheiro público.

Alô Cidade

Imperdível é o programa Alô Cidade, na TV Itabuna, sob o comando de Joel Filho e Paulo Lima, dois amigos e bons jornalistas. O Alô Cidade é dia de sábado, das 8 às 10 hs. Parabéns ao botafoguense Joel Filho e ao vascaíno Paulo Índio, como é carinhosamente chamado.

PT versus PCdoB

Essa briguinha entre petistas e comunistas, pelo menos aqui em Itabuna, é de priscas eras. Tem origem na então Fespi, hoje Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), quando se enfrentavam, ou melhor, engalfinhavam em torno do comando do Diretório Central dos Estudantes, o DCE.

Eu era do PDT. E por ser de outro partido, era logo rotulado de direita, mesmo sendo um convicto e apaixonado brizolista. Naquele tempo, ser de direita, no movimento estudantil, era "persona non grata".

Enfrentando as mentiras do PCdoB e do PT, consegui, depois de ser derrotado na eleição para o DCE, ser eleito presidente do Departamento Acadêmico do curso de Direito, o também desejado DA de Direito.

Voltando ao pega-pega de Itabuna, petistas e comunistas só se juntam por conveniência política, principalmente quando a cisão pode derrotar os dois grupos. Fernando Gomes já ganhou duas sucessões municipais em decorrência desse racha.

Os dois políticos mais importantes do petismo e do comunismo de Itabuna, sem dúvida o ex-prefeito Geraldo Simões e o deputado federal Davidson Magalhães, se detestam. Fazem teatro quando se encontram.

Bolsa ACM Neto

Tem uma música do saudoso poeta e grande compositor Ataulfo Alves que começa assim: "Pois é, falaram tanto...". Falaram tanto do Bolsa Família, mais tanto, que agora tem o "Bolsa Neto" com cada família de Salvador, evidentemente cadastrada, recebendo R$ 50 por criança. O limite é de três filhos até cinco anos. Qualquer semelhança é mera coincidência. A diferença fica por conta dos valores.

Caminho espinhoso

O médico e prefeiturável Antonio Mangabeira, também formado em direito e administração de empresa, começa a perceber que o mundo político é uma areia movediça.

O PDT, com todo esse imbróglio envolvendo Félix Júnior e Marcelo Nilo, respectivamente dirigente-mor da legenda e presidente da Assembleia Legislativa, é um partido desaconselhável para quem quer disputar o Centro Administrativo de Itabuna.

O grande entrave, no entanto, não é essa briguinha entre Félix e Nilo. É a recaída de Félix ao carlismo e querendo ser vice do prefeito ACM Neto na sucessão soteropolitana (reeleição).

A oposição ao governo Rui Costa (PT) já decidiu que o candidato em Itabuna é Augusto Castro ou Fernando Gomes, obviamente pelo PSDB e DEM. A possibilidade de duas candidaturas oposicionistas inexiste.

Nos bastidores do tucanato, o que se comenta é que a condição para o apoio do PSDB ao segundo mandato de ACM Neto é o DEM de Itabuna apoiar Augusto Castro. O PMDB indicaria o candidato a vice-prefeito.

Agora, como neocarlista e de olho na chapa encabeçada por ACM Neto, Felinho, como é conhecido, vai fazer de tudo para não desagradar o chefe do Executivo soteropolitano.

O melhor caminho para Mangabeira é o PSB da senadora Lídice da Mata. É bom lembrar que o ex-prefeito Geraldo Simões está na cola da legenda.

Cartas na mesa

O deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente estadual do PDT, tem que usar da sinceridade e dizer logo para o bom médico Antonio Mangabeira que o partido não terá candidato a prefeito de Itabuna na sucessão de 2016.

Se a intenção de lançar candidatura própria fosse de verdade, o PDT não estaria atrás de cargos no governo municipal. Teria outra postura, outro posicionamento. Como prefeiturável, Antonio Mangabeira é marinheiro de primeira viagem. Mas não é nenhum incauto e, muito menos, bobinho. Não tem perfil e nem jeito de "bobo da corte". Merece respeito.

Para a modesta Coluna Wense, Mangabeira é, de longe, o melhor nome para governar Itabuna. Antonio Mangabeira significa o fim da mesmice e a imprescindível renovação política.

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Doutor Mangabeira em operação

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Mangabeira siteDoutor Mangabeira

O médico oncologista Antônio Mangabeira experimenta, desde o ano passado, um tipo de operação que não demanda habilidade com o bisturi: a articulação política. Ele confirmou ao Diário Bahia que tem, sim, a pretensão de ser candidato a prefeito de Itabuna em 2016. Para tanto, corteja o PDT em busca da tão esperada legenda. "Se tudo se acertar, vamos correr para colocar minha candidatura", declarou.

Mangabeira para presidente

Além de médico, dr. Mangabeira é considerado bom de bola. Por isso, ele não quer arriscar uma filiação e depois tomar um drible do partido (seja qual for). Então, viajará para Salvador nesta quinta-feira (19) e, no dia seguinte, terá reunião com o deputado federal Félix Júnior, liderança-mor do PDT na Bahia. No encontro, espera receber a garantia de que será o presidente do diretório municipal.

Sem riscos

O médico Antônio Mangabeira, pelo visto, entra na política com as devidas precauções. Ele sabe que só como presidente terá autonomia para decidir sobre os rumos do PDT no processo eleitoral. "Não vou correr o risco de perder a [chance de] candidatura; vou tentar reestruturar o partido, ter uma quantidade de pessoas e fazer a diferença", cravou.

Animado como noiva

Tal como diria o saudoso colega Eduardo Anunciação, dr. Mangabeira está "otimista como noiva em véspera de casamento", quando o assunto é candidatura. Ele diz que tem recebido um incentivo grande das pessoas, assim como garante perceber "o desejo de mudança em Itabuna". Diante desse cenário, o neo-prefeiturável não almeja alianças com velhos nomes. "Não quero muita ligação com a política tradicional; quero trazer uma imagem nova para Itabuna", justificou.

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Deputado Bebeto como técnico

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imagesSITEDeputado Bebeto

Após anos de carreira, Bebeto surpreende ao assumir o posto de técnico. Calma! Não estamos falando do ex-jogador da seleção brasileira, mas sim do deputado federal Bebeto Galvão. O parlamentar, apesar de ter domicílio eleitoral em Ilhéus, anda comandando o "time" do PSB em Itabuna. Passada a eleição, o diretório municipal foi destituído e as orientações sobre os rumos da sigla na cidade estão sob o "apito" do deputado.

Carimbo da votação

O discurso no PSB é de que está "todo mundo em sintonia" com o deputado federal Bebeto Galvão, inclusive antigos filiados – e líderes –, como o ex-presidente do diretório, Aurélio Macedo, e o médico e ex-vereador Edson Dantas. O papel de condutor dos destinos do PSB estaria respaldado pelos quatro mil votos obtidos pelo parlamentar em Itabuna.

Conforme a maré

Como falta mais de um ano para a próxima eleição, o PSB segue a tônica de "nadar conforme a maré". Ou seja, corteja nomes como o da empresária Leninha Duarte e do já filiado Delson Mesquita, para uma possível candidatura própria. Ao mesmo tempo, sob a orientação de Bebeto (?), conversa com o prefeiturável Augusto Castro (PSDB) e teria sido procurado pelo grupo do ex-deputado Geraldo Simões (PT), para tratar de uma possível filiação dele. O que colar...

Filiações em vista

Está previsto, ainda para este semestre, um ato simbólico para marcar a filiação de novos integrantes no PSB. Entre os nomes que podem entrar no ninho, o vereador Carlito do Sarinha (atual PTN) e o ex-presidente do PMN, Haroldo Fonseca.

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Deputado Davidson Magalhães faz barulho

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davidsonSITE

O deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB) demonstra ter começado com o pé direito a atuação na Câmara Federal. O mais recente ponto marcado foi a realização do 1º Encontro do Mandato da Região Sul, na Câmara de Itabuna, sábado passado, dia 7. Na ocasião, foram ouvidas demandas e distribuído um informativo com as ações do primeiro mês de atividade.

O evento reuniu lideranças, vereadores, prefeitos e militantes que apoiaram a eleição do parlamentar. "Nosso projeto é ter encontros semelhantes a cada três meses, a fim de prestar contas do mandato", declarou Davidson. Que assim seja! Tudo que o eleitor mais quer, afinal, é saber o quê seu representante político está fazendo.

 

Mobilização como meta

Desde a campanha, Davidson Magalhães anunciou a intenção de mobilizar seus pares, sobretudo em defesa de pautas importantes para o sul da Bahia. E já começou a fazê-lo, através da tentativa de trazer uma comissão de deputados para conferir, “in loco”, a situação da violência em Itabuna. A partir daí, elaborar propostas de soluções para o problema em todo o país. A cidade aparece na liderança negativa, pelos altos índices de criminalidade, mas vale lembrar que o tema afeta a grande maioria dos municípios brasileiros.

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Câmara de Itabuna vai contratar novos funcionários através de concurso público

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Aldenes Meira site

A Câmara de Vereadores de Itabuna publica nesta quarta-feira (11) o edital com o período de inscrições para o concurso público que visa ao preenchimento de 44 vagas na estrutura do legislativo municipal. Há oferta de cargos nas mais diversas áreas, para candidatos de nível fundamental, médio e superior.

De acordo com o edital, as inscrições para o certame poderão ser realizadas a partir do dia 23 de março, encerrando-se o prazo a 5 de abril. Para preencher o formulário e imprimir o boleto de pagamento da taxa de inscrição, o interessado deverá acessar o endereço eletrônico www.msmconsultoria.com.br, onde estarão disponíveis informações detalhadas sobre vagas, requisitos para preenchimento dos cargos, conteúdo programático das provas e data provável de sua realização. O valor da taxa também será divulgado no dia 23, com o início do processo de inscrições.

O concurso será o primeiro da história da Câmara de Itabuna e faz parte de um processo de reorganização da estrutura funcional do legislativo. A minoria de servidores efetivos existentes na casa conquistou a estabilidade por ter ingressado no serviço antes da Constituição de 1988.

"Era extremamente necessário realizar esse concurso", afirma o presidente da Câmara, Aldenes Meira (foto). Para viabilizar a organização do processo seletivo, a administração do legislativo teve que aprovar uma lei, extinguindo cargos de provimento comissionado, os quais serão preenchidos por servidores do quadro efetivo, após a homologação do certame.

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Formação de quadrilha será investigada em inquérito específico com 37 nomes

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O ministro Teori Zavascki deferiu a abertura de inquérito para investigar 37 autoridades pelo crime de formação de quadrilha para a prática de corrupção e lavagem de dinheiro, relacionada ao pagamento de propinas na Petrobras. O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

De acordo com a decisão de Teori, divulgada nessa sexta-feira (6), 19 deputados, sete senadores e 11 ex-deputados, além de João Vaccari Neto e Fernando Baiano (apontados como operadores do esquema), serão investigados por "esquema criminoso montado" dentro da estatal. Ele acolheu pedido feito por Janot, que argumenta que grupos de políticos ligados a pelo menos três partidos (PP, PT e PMDB) agiam em associação criminosa.

"No decorrer das investigações sobre lavagem de dinheiro, detectaram-se elementos que apontavam no sentido da ocultação de recursos provenientes de crimes de corrupção praticados no âmbito da Petrobras. O aprofundamento das apurações conduziu a indícios de que, no mínimo entre os anos de 2004 e 2012, as diretorias da sociedade de economia mista estavam divididas entre partidos políticos, que eram responsáveis pela indicação e manutenção de seus respectivos diretores", escreveu Janot na petição enviada a Teori.

Além do inquérito para apurar formação de quadrilha, o magistrado deferiu nessa sexta-feira (6) 21 pedidos para investigar autoridades com suspeita de envolvimento em desvios na Petrobras. Ele delega o juiz Márcio Schiefler Fontes, que trabalha em seu gabinete, para conduzir o inquérito criminal sobre autoridades com prerrogativa de foro, em sua maioria.

Constam na lista nomes como o do presidente do Senado, Renan Calheiros, dos senadores Benedito de Lira (PP-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Edison Lobão (PMDB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO), além dos ex-ministros de Estado Aguinaldo Ribeiro (atualmente é senador pelo PP-PB) e Mário Negromonte. Lobão também foi ministro dos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff.

Na petição protocolada no início da semana no STF, Rodrigo Janot enumera uma série de elementos. "[Esses indícios] justificam a instauração de inquérito para a integral apuração do processo sistêmico de distribuição de recursos ilícitos a agentes políticos, notadamente com utilização de agremiações partidárias, no âmbito do esquema criminoso perpetrado junto à Petrobras."

O procurador-geral da República elenca o nome de empreiteiras que detinham contratos com a estatal e criaram, segundo as apurações, um cartel que dividia entre si as licitações para obras e repassavam vantagens indevidas a funcionários de alto escalão da empresa, indicados por partidos políticos. O sobrepreço nas obras variava de 1% a 5% do valor dos contratos. Ele afirma na petição que "as vantagens indevidas e os prejuízos causados à sociedade de economia mista federal provavelmente superam R$ 1 bilhão."

Ao citar os depoimentos do doleiro Alberto Youssef e de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras indicado para o cargo pelo PP, Janot afirma que o ex-diretor de Serviços Renato Duque era "o homem" de integrantes do PT na empresa e que Nestor Cerveró, na época à frente da Diretoria Internacional, desempenhava o mesmo papel para parlamentares do PMDB.

Para que os valores passassem de um ponto a outro da cadeia (das empreiteiras para diretores e políticos), as investigações apontaram a existência de "operadores" ou "intermediários". "Referidos operadores encarregavam-se de, mediante estratégias de ocultação da origem dos recursos, lavar o dinheiro e, assim, permitir que a propina chegasse aos seus destinatários de maneira insuspeita". A petição encaminhada por Janot explicita que o operador do PP era, quase sempre, Youssef, que quem recebia em nome do PT era João Vaccari Neto (tesoureiro do partido), e que o intermediário do PMDB era Fernando Antônio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano.

Em todas as decisões que tomou sobre os requerimentos de Janot, Teori Zavascki recorda que "a abertura de inquérito não representa juízo antecipado sobre autoria e materialidade do delito". Ele destaca que os pedidos de abertura de inquérito têm como base depoimentos colhidos em delação premiada. "Tais depoimentos não constituem, por si sós, meio de prova, até porque, segundo disposição normativa expressa, nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador", escreveu Teori.

Veja a seguir a lista completa:

Aguinaldo Velloso Borges Ribeiro (deputado federal PP-PB)

Aline Lemos Corrêa de Oliveira Andrade (ex-deputada federal)

Anibal Ferreira Gomes (deputado PMDB-CE)

Arthur César Pereira de Lira (deputado federal PP-AL)

Carlos Magno Ramos (ex-deputado federal)

Ciro Nogueira Lima Filho (senador PP-PI)

Dilceu João Sperafico (deputado Federal PP-PR)

Eduardo Henrique da Fonte de Albuquerque Silva (deputado federal PP-PE)

Fernando Antônio Falcão Soares (Fernando Baiano)

Gladison de Lima Cameli (senador PP-AC)

Jerônimo Pizzolotto Goergen (deputado federal PP-RS)

João Alberto Pizzolati Júnior (ex-deputado federal e atual secretário extraordinário de Articulação Institucional e Promoção de Investimentos de Roraima)

João Felipe de Souza Leão (ex-deputado federal e atual vice-governador e Secretário de Planejamento da Bahia)

João Luiz Argolo Filho (ex-deputado federal)

João Sandes Junior (deputado federal PP-GO)

João Vaccari Neto (tesoureiro do PT)

José Alfonso Ebert Hamm (deputado federal PP-RS)

José Linhares Ponte (ex-deputado federal)

José Olímpio Silveira Moraes (deputado federal PP-SP)

José Otávio Germano (deputado federal PP-RS)

Jose Renan Vasconcelos Calheiros (senador PMDB-AL)

Lázaro Botelho Martins (deputado federal PP-TO)

Luis Carlos Heinze (deputado federal PP-RS)

Luiz Fernando Ramos Faria (deputado federal PP-MG)

Mario Silvio Mendes Negromonte (ex-deputado Federal, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia)

Nelson Meurer (deputado federal PP-PR)

Pedro da Silva Correa de Oliveira Andrade Neto (ex-deputado federal)

Pedro Henry Neto (ex-deputado federal)

Renato Delmar Molling (deputado federal PP-RS)

Roberto Egígio Balestra (deputado federal PP-GO)

Roberto Pereira de Britto (deputado federal PP-BA)

Roberto Sérgio Ribeiro Coutinho Teixeira (ex-deputado federal)

Romero Jucá Filho (senador PMDB-RR)

Simão Sessim (deputado federal PP-RJ)

Valdir Raupp de Matos (senador PMDB-RO)

Vilson Luiz Covatti (ex-deputado federal)

Waldir Maranhão Cardoso (deputado PP-MA)

*Matéria e título alterados às 18h27 do dia 07/03 para correção de número. Diferentemente do que foi informado, o número de investigados por formação de quadrilha é 37, e não 39.

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante

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Oposição unida, governo rachado

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Prefeito Fernando Gomes 0002 foto Waldyr GomesFernando Gomes

* Marco Wense

O consenso entre os partidos de oposição ao governo Rui Costa (PT) é de que a união das legendas e de suas principais lideranças é imprescindível na eleição de 2016.

O grito de guerra – "oposição unida, jamais será vencida" – já começa a ser entoado pelo DEM, PSDB, PMDB e pelos eleitores enraizadamente antipetistas.

Em relação a mais importante sucessão, sem dúvida a soteropolitana, não há nenhuma fissura. A sobrevivência política do oposicionismo depende da reeleição do prefeito demista ACM Neto. A tábua de salvação.

Esse acordo, antes implícito e de bastidores, já é do conhecimento de todos, tem o aval dos comandos estadual e nacional e caminha para ficar cada vez mais consistente com a proximidade do processo sucessório.

Depois de Salvador, o consenso segue para Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Itabuna. Cada cidade só terá um candidato, podendo ser do PMDB, DEM, PSDB e de legendas de oposição ao governo estadual.

Não existe, portanto, nenhuma possibilidade de Itabuna, por exemplo, ter dois pretendentes disputando o Centro Administrativo Firmino Alves, o que seria uma imperdoável burrice política.

O leitor atento, curioso, vai fazer duas pertinentes perguntas: 1) Quem seriam os candidatos da oposição? 2) Qual seria o principal critério para definir o prefeiturável?

Respondendo ao segundo questionamento, o critério das pesquisas de intenção de votos é compulsório, tido como definidor quando é preciso tomar uma inadiável posição.

E os candidatos? O ex-prefeito Fernando Gomes e o deputado estadual Augusto Castro, respectivamente pelo DEM e PSDB, são os favoritos. O tucano abre mão da disputa se FG for pré-candidato.

Augusto Castro, sem dúvida o parlamentar mais, digamos, midiático da Casa Legislativa, sabe que não pode encarar o ex-alcaide. Vai recuar diante de qualquer indício de que FG pretende disputar o quinto mandato.

No governismo, com petistas versus petistas, vanistas versus comunistas, a coisa é complicada. Ainda tem o imbróglio de Geraldo Simões, se vai ou não deixar o Partido dos Trabalhadores (PT).

Cópia de 301919 153969218027027 1362422099 nAugusto Castro

Renato Costa

Perde tempo quem procura atritar este modesto comentarista político com Renato Costa. Todos sabem do carinho e da consideração que tenho pelo presidente licenciado do PMDB de Itabuna.

Com o aval de Dagoberto Brandão, então dirigente-mor do PDT, tomei a iniciativa de convidá-lo para a legenda brizolista assim que ele, como vice-prefeito, rompeu com Fernando Gomes, o alcaide de plantão.

Mas não posso deixar de dizer o que eu penso do PMDB em relação à sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB). Ou seja, o partido não terá candidato a prefeito na eleição de 2016.

Já comentei aqui – e ratifico com todas as letras maiúsculas – que é melhor acreditar em papai Noel do que em autonomia de diretório municipal e, muito menos, de comissão provisória.

O discurso de Renato não pode ser diferente. Tem que dizer que o PMDB terá candidato. Do contrário, seria uma confissão de que o peemedebismo não tem nomes competitivos e, como consequência, o prematuro papel de coadjuvante no processo sucessório.

Para não criar um problema extemporâneo, o comando estadual vai reafirmar que o partido tem "autonomia" para decidir se lança ou não candidato ao cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.

O PMDB de Itabuna está em boas mãos. O advogado Pedro Arnaldo vai dar continuidade ao trabalho que vinha sendo realizado pelo bom médico Renato Costa.

Bobagem

Ora, ora, o jornalismo político pode especular, fazer projeções do que pode acontecer amanhã. Tudo dentro de uma lógica aceitável, sem má-fé, puxa-saquismo, toma-lá-dá-cá, viés pessoal ou coisa similar.

Ora, ora, até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o cenário pode ser outro a qualquer momento. Dizer, por exemplo, que Fernando Gomes pode apoiar Geraldo Simões na sucessão de 2016, já não é tão estranho assim.

Aliás, o aposentado Raimundo Vieira, pessoa bem próxima de Fernando Gomes, diz, de maneira até peremptória, que "entre Augusto Castro e Geraldo Simões, o ex-alcaide fica com o petista".

O jornalismo político é também especulativo. O resto é bobagem de quem não tem assunto e fica escorado no "ainda é cedo". Cedo uma ova, como diria a ex-presidenciável Luciana Genro (PSOL).

180 graus

Qual seria a guinada política mais radical de Geraldo Simões? A resposta é deixar o PT, se filiar a uma legenda de oposição ao governo estadual e sair candidato a prefeito de Itabuna com o apoio de ACM Neto e Geddel Vieira Lima.

O problema de GS com o PT não é a fritura que vem sofrendo por parte dos "companheiros" Josias Gomes e Everaldo Anunciação, e sim o silêncio do governador Rui Costa diante da mixórdia.

A impressão que fica é que a autoridade maior do petismo baiano não perdoa Geraldo. É bom lembrar que GS fez campanha para que o senador Wálter Pinheiro fosse o candidato do PT ao Palácio de Ondina.

Pelo andar da carruagem (ou da carroça), o caminho do ex-prefeito é procurar outra agremiação partidária, sob pena de ter uma surpresa não muito agradável. Acredito em uma guinada de 90°.

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Tendências na "briga" para PT ter candidato próprio

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site hj Chico 2Chico Estevam é um dos petistas queixosos com a direção estadual Diante da sugestão do diretório estadual, para recuo de eventuais candidaturas em favor de partidos da base aliada, tendências do PT em Itabuna deixaram as divergências de lado. Agora, "brigam" em consenso para que ocorram as prévias e, com isso, ser referendada uma candidatura própria para prefeito em 2016.

"Nossa queixa é por causa da distância da direção estadual em relação às discussões políticas sobre Itabuna. Está sendo tudo de cima para baixo, mas o estatuto dá autonomia aos diretórios municipais", disparou Francisco Estevam Santos", do Movimento Negro Unificado e tendência "20 de novembro".

Segundo Chico, como é mais conhecido, o PT tem três nomes a postos para disputar a prévia, antes prevista para ocorrer até meados de agosto. São eles: o ex-prefeito e ex-deputado federal Geraldo Simões; o professor universitário Valter Silva e o sindicalista Zaquêl de Lima. "Estamos nos movimentando para não perder o prazo das prévias, porque há risco de intervenção do diretório estadual em 35 municípios. Entre eles, Itabuna e Camaçari", relatou o petista, filiado há 18 anos.

Carta com críticas

Francisco Estevam subscreve, junto com correligionários, uma carta enviada ao presidente estadual do partido, Everaldo Anunciação, bem como ao líder nacional, Rui Falcão. Na correspondência, que propõe a vinda de Anunciação à cidade, para "mudarmos os rumos do atual quadro político", são feitas claras críticas à gestão da legenda na Bahia: "Nosso partido se deparou com uma triste realidade: um diretório estadual inacessível, insensível e indiferente às demandas dos diretórios regionais".

A referida carta é assinada por Flávio Farias Barreto, presidente do PT; José Raimundo Santana, vice-presidente da sigla e coordenador do Sintesi (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região/Cut; Renato Zal, coordenador da tendência "Articulação de Esquerda"; Odilon Nogueira Souza Neto, ex-membro do diretório estadual; Maria das Graças Santana, integrante da executiva municipal, e João Evangelista Santos, dirigente do Sintesi/CUT.

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Tendências na “briga” para PT ter candidato em Itabuna

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Chico 2SITEChico Estevam é um dos petistas queixosos com a direção estadual

Diante da sugestão do diretório estadual, para recuo de eventuais candidaturas em favor de partidos da base aliada, tendências do PT em Itabuna deixaram as divergências de lado. Agora, "brigam" em consenso para que ocorram as prévias e, com isso, ser referendada uma candidatura própria para prefeito em 2016.

"Nossa queixa é por causa da distância da direção estadual em relação às discussões políticas sobre Itabuna. Está sendo tudo de cima para baixo, mas o estatuto dá autonomia aos diretórios municipais", disparou Francisco Estevam Santos", do Movimento Negro Unificado e tendência "20 de novembro".

Segundo Chico, como é mais conhecido, o PT tem três nomes a postos para disputar a prévia, antes prevista para ocorrer até meados de agosto. São eles: o ex-prefeito e ex-deputado federal Geraldo Simões; o professor universitário Valter Silva e o sindicalista Zaquêl de Lima. "Estamos nos movimentando para não perder o prazo das prévias, porque há risco de intervenção do diretório estadual em 35 municípios. Entre eles, Itabuna e Camaçari", relatou o petista, filiado há 18 anos.

Carta com críticas

Francisco Estevam subscreve, junto com correligionários, uma carta enviada ao presidente estadual do partido, Everaldo Anunciação, bem como ao líder nacional, Rui Falcão. Na correspondência, que propõe a vinda de Anunciação à cidade, para "mudarmos os rumos do atual quadro político", são feitas claras críticas à gestão da legenda na Bahia: "Nosso partido se deparou com uma triste realidade: um diretório estadual inacessível, insensível e indiferente às demandas dos diretórios regionais".

A referida carta é assinada por Flávio Farias Barreto, presidente do PT; José Raimundo Santana, vice-presidente da sigla e coordenador do Sintesi (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região/Cut; Renato Zal, coordenador da tendência "Articulação de Esquerda"; Odilon Nogueira Souza Neto, ex-membro do diretório estadual; Maria das Graças Santana, integrante da executiva municipal, e João Evangelista Santos, dirigente do Sintesi/CUT.

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Câmara de Itabuna vai agendar sessões itinerantes nos bairros

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A Câmara deverá começar as sessões pelos bairros mais populosos

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Aldenes Meira (PCdoB), confirmou terça-feira (24), que a casa definirá uma agenda de sessões itinerantes nos bairros da cidade. A confirmação ocorreu durante entrevista ao programa Show do Jota Silva, na Rádio Jornal.

Segundo Aldenes, a intenção da Mesa Diretora é estreitar o relacionamento entre a Câmara e a população e estimular a comunidade a apresentar suas demandas aos vereadores. "Somos os representantes dos itabunenses e acreditamos na necessidade de criar mecanismos para fazer com que essa representação se torne cada vez mais efetiva", afirma o presidente.

O modelo das sessões itinerantes vem sendo discutido entre a Mesa Diretora e a Secretaria Parlamentar da Câmara, com apoio do setor jurídico da casa. A intenção é utilizar um formato que favoreça ao máximo a participação popular, por isso o mais provável é que as reuniões nas comunidades sigam o rito de audiências públicas.

"Assim que definirmos o calendário de sessões, divulgaremos nas comunidades para que os moradores interessados em se manifestar possam se inscrever antecipadamente, já que essa é uma exigência do Regimento Interno da Câmara", explica o presidente. A ideia é realizar as primeiras audiências nos bairros mais populosos e depois seguir para as demais comunidades.

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O retorno do populismo

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*Marco Wense

Antonio MangabeiraAntonio MangabeiraUma fatia considerável do eleitorado itabunense vibra quando aparece na imprensa determinados nomes que podem disputar o processo sucessório de 2016.

Esses eleitores querem um candidato a prefeito sem nenhuma ligação com tradicionais e empoeirados grupos ou correntes políticas, dando um basta na mesmice.

Não é a tal da terceira via e, muito menos, coisa parecida, quase sempre disfarçada de novidade. É mudança radical mesmo. Um prefeiturável que provoque sobressalto, esperança e uma agradável surpresa.

O problema é que a outra fatia que vota nas antigas lideranças, com destaque para Geraldo Simões, Fernando Gomes e o Capitão Azevedo, representa quase 50% do eleitorado.

Marcos BandeiraMarcos BandeiraVale lembrar que Geraldo, Fernando e Azevedo, respectivamente petista e democratas, obviamente do PT e do DEM, somam sete mandatos como gestor do Centro Administrativo Firmino Alves.

GS, FG e CA não conseguiram acabar com o tabu da reeleição. Nunca se reelegeram. Fernando Gomes, sendo candidato e saindo vitorioso, vai para o seu quinto mandato.

As pesquisas de intenção de votos apontam GS e FG na frente. A volta do "Geraldo versus Fernando" é interpretado pelos "mudancionistas" como a prova inconteste de que Itabuna parou no tempo.

Como não gosto de deixar o leitor na dúvida (ou curioso), revelo que Antonio Mangabeira, Chico França e o bom juiz Marcos Bandeira são as possíveis e agradáveis surpresas da sucessão de Claudevane Leite (PRB).

Em outros tempos, em priscas eras, como diria o saudoso jornalista Eduardo Anunciação, os protagonistas da mudança eram Helenilson Chaves e Ronald Kalid.

Geraldo versus Fernando, disputando mais uma eleição, significa o triunfal retorno do populismo. Geraldistas e fernandistas vão dizer que Vane do Renascer foi eleito pelo "populismo religioso".

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Morre ex-deputado Zézeu Ribeiro

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Zézeu Ribeiro (Foto: Alexandre Galvão)Zézeu Ribeiro (Foto: Alexandre Galvão)

Aos 66 anos de idade e após uma intensa militância política, morreu na tarde desta quarta-feira (25) o ex-deputado federal Zézeu Ribeiro. Ele estava internado na UTI do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, lutando contra uma hemorragia digestiva.

Ribeiro, filiado ao PT desde 1982, era conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele presidiu a sigla na Bahia (1995-1999), integrou o Diretório Nacional (2001-2003), além de ter sido presidente do Sindicato dos Arquitetos da Bahia.

Na capital, foi vereador em três legislaturas e obteve tamanho reconhecimento que foi eleito deputado federal em 2002.

O petista também foi o primeiro candidato do partido na Bahia ao governo do Estado e assumiu, em 2011, o comando da pasta de Planejamento.

Na véspera de morrer, Zézeu recebeu a visita do governador Rui Costa. Na Câmara dos Deputados, nesta quarta, os parlamentares fizeram um minuto de silêncio pela morte do conselheiro.

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Governo e trabalhadores iniciam debate sobre reajuste salarial das diversas categorias

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JosiasJosias Gomes

Representantes de sindicatos e federações de trabalhadores foram recebidos pelo secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia, Josias Gomes, terça-feira (25), para o início das discussões visando estabelecer os percentuais de reajuste salarial das diversas categorias representativas do funcionalismo público estadual.

Para o secretário, o encontro foi bastante produtivo, estabelecendo um diálogo aberto e franco entre governo e trabalhadores. "Os principais pontos definidos foram a manutenção do menor vencimento básico, que não poderá ser inferior ao valor do salário mínimo. Outro item é o cumprimento de pagamento do piso nacional salarial dos professores. O terceiro ponto é o de se dar um reajuste geral em relação à inflação de 2014. Também estabelecemos a garantia da manutenção dos processos de promoção e progressão das diversas carreiras".

Segundo Josias Gomes, o Estado terá de enfrentar em 2015 uma negociação salarial em um contexto de crise indefinida, com dificuldades financeiras que no caso da Bahia se agravam com as questões previdenciárias. "No período 2016/2018 vamos continuar com o aprimoramento dos processos de progressão das carreiras, respeitando as negociações salariais. O governo vai realizar um esforço para manter os pontos acordados".

Sistema estadual de negociação permanente

Marinalva Nunes, coordenadora da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrabes), analisou o encontro realizado no gabinete da Serin. "Foi a primeira reunião coletiva deste novo governo e a primeira notícia é dar continuidade, por meio do sistema estadual de negociação permanente, via mesas setoriais, contribuindo para a negociação central. Os três pilares da negociação são salário mínimo como vencimento básico do Estado, repasse da inflação retroativa a data base de primeiro de janeiro, e a garantia do piso nacional salarial dos professores".

Marinalva Nunes disse que também foi estabelecida atenção especial ao Planserv, com a destinação de uma melhor infraestrutura física para o funcionamento, inclusive com a nomeação de um procurador para o órgão, além da abertura de discussão sobre a Previdência Estadual.

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Marco Wense comenta: PT versus PT

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Cópia de jkiTRuBEveraldo Anunciação

* Marco Wense

É inquestionável que o Partido dos Trabalhadores, de tantas lutas a favor da democracia, deixou de ter existência política para ter existência puramente eleitoral, como dizia o jornalista Marcelo Coelho, em 2002.

E mais: "O PT buscava ser diferente, ser uma novidade na política brasileira: tratava-se de um partido com programa definido, com instâncias democráticas de decisão, com vocação de massas e níveis de moralidade acima da média. Podia-se concordar ou não com o PT, mas essas qualidades eram reconhecidas por todos".

O tempo passou. De 2002 a 2015 são 13 anos, coincidentemente o número 13 da legenda. A estrela do PT não brilha mais, caiu na vala comum da corrupção. O PT de antigamente, que tinha o respeito até do mais radical e intransigente oposicionista, escafedeu-se.

Como não bastasse o "tudo aquilo que o PT não é mais", vem agora o PT intervencionista, o PT que quer impor seus candidatos a prefeito sem nenhum tipo de constrangimento. O PT de cima para baixo.

Depois de três consecutivas reuniões, sobressaltadas lideranças petistas, com o apoio de Flávio Barreto, presidente do diretório municipal, optaram pelo fim do angustiante silêncio.

Segue, na íntegra, ipsis litteris, um trecho do manifesto dirigido a Everaldo Anunciação, comandante estadual do petismo, com cópia para Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais do governo Rui Costa.

"Em nosso Estado, passado a euforia do pós-eleitoral, a militância do nosso partido se deparou com uma triste realidade: um Diretório Estadual inacessível, insensível e indiferente às demandas dos diretórios regionais. Prega-se o discurso do pensamento único e da obediência cega ao poder, como se isso fosse possível no PT. Tem-se usado o mandato de dirigente estadual do PT para acertos de diferenças pessoais e políticas, a partir da prática da perseguição às lideranças e diretórios regionais, a exemplo de Itabuna, onde articula-se ações políticas com diretórios e lideranças de outros partidos em desfavor do PT local".

Que inferno astral, hein! Além do escândalo da Petrobrás, da crise moral, do fraco desempenho na economia e da dificuldade da presidente Dilma Rousseff para governar, tem o PT versus PT, o PT engolindo o próprio PT. O PT autofágico.

Geraldo, Geddel e o PMDB

Até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o PMDB, com o segundo maior tempo no horário eleitoral, é a legenda mais cobiçada da sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

Existe uma notória preocupação no PT de Itabuna com uma possível saída do prefeiturável Geraldo Simões de Oliveira, hoje em posição confortável nas pesquisas de intenção de votos.

A desfiliação do ex-gestor de Itabuna não é mais remota e, muito menos, remotíssima. Passa a ser uma possibilidade que não pode ser descartada e nem subestimada.

Francamente, como diria o saudoso e inesquecível Leonel Brizola, acho difícil que o PMDB seja o futuro partido de GS. Mas como na política tudo é possível, prefiro não apostar.

Pedro Arnaldo, presidente interino do diretório municipal, anda dizendo que o comandante-mor Geddel Vieira Lima não faz política com o fígado, deixando nas entrelinhas que uma reaproximação entre Geraldo e Geddel não pode ser defenestrada.

Não à toa que vanistas e comunistas querem o PMDB na administração do governo municipal. Uma maneira pragmática de afastar Geraldo Simões do peemedebismo. O vezeiro toma-lá-dá-cá.

PDT

O artigo 8 do Estatuto do PDT assegura a seus filiados o exercício da mais ampla democracia interna. Todos têm o direito de expor livremente suas opiniões. O PDT reconhece e respeita a pluralidade de idéias, a liberdade de consciência, o livre pensamento e a liberdade de expressão.

O artigo 5 preceitua que o cancelamento da filiação partidária se dará, entre outros motivos, no caso de "evidente desinteresse na militância partidária".

PS – O PDT foi meu primeiro e único partido. São mais de trinta anos de brizolismo. Faço política por convicção, ideologia e princípio. Pela legenda, como presidente do DA de Direito, lutei pela estadualização da então FESPI. Fundei o PROCON no segundo governo de Geraldo Simões. Fui tesoureiro, vice-presidente, secretário, delegado, presidente da Comissão de Ética e duas vezes presidente da Executiva municipal. Depois de um criterioso recadastramento, com a contribuição decisiva do companheiro Vasconcelos, o PDT ficou com mais de 1000 filiações. Sabe quem foi meu padrinho político? O fundador da legenda, o amigo, irmão, o digno, o insuspeito, o incorruptível, o brilhante Dagoberto Brandão.

Legítimo sonho

O bom advogado Carlos Sodré, de uma oratória invejável, tem um legítimo sonho: ser prefeito de Itapé. Não tenho nenhuma dúvida que seria um grande gestor.

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Paulo Câmera empossado na Secretaria da Agricultura

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Ao tomar posse, na sexta-feira (6), o novo titular da Secretaria da Agricultura (Seagri), Paulo Câmera, defendeu investimentos em pesquisas e fortalecimento da defesa agropecuária, unindo as áreas científica, social e de produção, para prevenção de pragas. Como exemplo da importância dessa ação, ele disse que "uma pequena mosca pode destruir investimentos de milhões de dólares na fruticultura".

A Agência de Defesa Agropecuária (Adab), vinculada à Seagri, foi um dos assuntos que Paulo Câmera discutiu com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, durante reunião na quinta-feira (5), em Brasília, da qual também participou o diretor-geral do órgão, Paulo Emílio Torres. De acordo com o secretário, no encontro a ministra destacou a necessidade de dinamizar e modernizar o setor.

Estiveram presentes na solenidade de posse o chefe de gabinete da Secretaria do Planejamento, Cláudio Peixoto, representando o vice-governador e titular da pasta, João Leão, secretários de Estado, políticos e dirigentes de órgãos e entidades ligadas ao segmento da agricultura.

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Vane usa matemática para mostrar dificuldades e fala em reeleição

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Por Celina Santos

Fotos: Alanna Alves

Com planilhas na mão e uma camisa verde que remete tanto à ideia de esperança como à cor da campanha que o conduziu ao cargo, o prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, reuniu a imprensa na manhã de sexta-feira (30), para fazer uma espécie de prestação de contas e refutar boatos de que não deseja disputar um segundo mandato.

Logo no início, Vane, como é mais conhecido, estava sozinho à frente do púlpito e conclamou: "Queremos pedir à sociedade para entender esse momento difícil que estamos passando. Vamos mostrar dados que mostram que a prefeitura não tem perna para avançar mais do que está avançando".

O gestor começou a detalhada exposição de números comparando os investimentos feitos numa área cuja crise é uma das principais insatisfações da população: "Em 2012, foram investidos 11,91% [do orçamento] na Saúde; em 2013, fomos para 15,25%; em 2014, até novembro, 16,16%". Também na Educação, o prefeito fez um comparativo. "Em 2012, a aplicação da prefeitura foi 22,67%; em 2013, fomos para 25,18%; em 2014, 26,91%". E reiterou: "O que estamos investindo em Saúde e Educação é muito maior do que em governos anteriores".

Trabalho realizado

Ao mesmo tempo em que apresentou números para dar ideia das limitações, Vane pontuou sobre o que foi feito em dois anos de administração, em áreas como Assistência Social, Esporte, Cultura e Agricultura, dentre outras. Na plateia, além dos profissionais da imprensa, secretários e vereadores, constantemente citados por ele, como se buscasse referendar o que dizia.

Sobre a Cultura, por exemplo, destacou o trabalho desenvolvido pela Ficc (Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania), em projetos como a Casa das Artes, que atende a 2.500 crianças, e o Viv-à-rte, que será ampliado e deverá oferecer atividades para mais cinco mil menores.

Na Educação, citou o que chamou de "maior programa de recuperação de escolas já visto na cidade", referindo-se às 15 unidades completamente reformadas e outras 15 que passaram por reparos. Mencionou, também, os 15 colégios que integram o "Mais Educação", funcionando nos dois turnos.

Na Saúde, lembrou-se da reforma de 16 postos; o incremento de 13 médicos na Policlínica Dois de Julho, que também ganhou uma sala de pequenas cirurgias; triplicação dos leitos de UTI no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, reforma na emergência, instalação de um novo raio X e previsão de chegada de um tomógrafo; o repasse mensal de R$ 100 mil para o Cemepi etc.

Folha de pagamento

Ressalvando que "esse ano vai ser muito difícil até a reposição salarial dos servidores, mas vamos ter que dar um jeito", o prefeito Claudevane Leite referiu-se aos altos gastos com pessoal deixados pela gestão anterior. Vale lembrar que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) prevê um limite de 54% no pagamento ao funcionalismo.

"Em 2012, se gastava 82,82% com a folha; em 2013, reduzimos para 71,32%; em 2014, baixamos para 66,62%. Isso valorizando os servidores, que há muito tempo não tinham aumento real. Em dois anos, dei mais de 18% de aumento aos professores. E temos aqui: de 2005 pra cá, todo ano aumentou; não teve nenhuma gestão que diminuiu a folha", computou.

Arrecadação e dívidas

Para evidenciar o pequeno aumento na arrecadação nos últimos anos, Vane também comparou: "Em 2012, entraram na prefeitura em torno de 262 milhões de reais; em 2013, 281 milhões – houve um incremento de 8%; é muito pouco, porque tudo aumenta! Em 2014, até novembro entrou 290 milhões".

Em relação às dívidas que ficaram de gestões passadas, o prefeito contabilizou R$ 304 milhões – incluindo débitos com INSS (R$ 263 milhões), Fundo de Garantia (R$ 10 milhões), Pasep (R$ 10 milhões). "Eu tenho que pagar; não vou deixar isso pra quem me suceder. Só nessas dívidas, tenho que pagar 577 mil reais por mês. Foi um acordo que a gente fez, pra tirar a cidade da inadimplência e poder buscar recursos", justificou.

Claudevane Leite assegurou, ainda, estar quitando em dia os benefícios a que os servidores têm direito. "O 'abacaxi' está grande demais; a gente tem que resolver, senão, essa cidade vai parar, se continuasse o que se falou aqui. Nós pagamos, todo mês, R$ 3,6 milhões de INSS, R$ 500 mil de Fundo de Garantia e R$ 211 mil de Pasep, que muitos não pagavam", frisou.

Por fim, o prefeito fez mais um cálculo: a Prefeitura de Itabuna tem aproximadamente 87,33% do orçamento comprometidos com pagamentos e dívidas. Sobram, portanto, menos de 13% para os custos assegurados por lei para a Assistência Social, além dos gastos de manutenção da máquina pública, a exemplo de energia elétrica, telefonia, gasolina, vale-transporte etc. "Vocês estão entendendo a situação a que a prefeitura chegou? Se isso aqui não for verdade, eu entrego meu mandato hoje", resumiu, após explanar, detalhadamente, sobre as finanças e realizações da gestão.

Sobre a reeleição

Prestes a encerrar a fala e anunciar o novo secretário de Transporte e Trânsito, Roberto José da Silva (matéria na página 5), o prefeito chamou o vice Wenceslau Augusto Júnior à frente e disse que não há nenhuma dificuldade entre eles. Negou boatos de que não disputaria um novo mandato. "Nunca disse a vocês que não sou candidato. Agora, isso depende do povo. Quem bota e quem tira é o povo. Se ele avaliar bem a nossa gestão, nós vamos, sim, para a reeleição. Estou tranquilo com relação a isso".

O alcaide também refutou comentários de que o partido do vice estaria contra uma nova candidatura. "A única coisa que o PCdoB quer é a reeleição de Vane", reforçou.

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Vane, renúncia e o PT

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* Marco Wense

Claudevane LeiteClaudevane LeiteAlguns setores da imprensa, mais especificamente de oposição ao governo Vane e adeptos do sensacionalismo, disseram que a modesta Coluna Wense estava pregando a renúncia do prefeito de Itabuna.

Uma insinuação maldosa, já que torço para que Claudevane Leite faça um bom governo, seja candidatíssimo ao segundo mandato e quebre o tabu da reeleição.

Sei que de dez eleitores, somente um acredita que o chefe do Executivo vai ser candidato. E quem contribuiu para a quase unanimidade foi o vice Wenceslau Júnior, que, intempestivamente, lançou sua candidatura.

Disse aqui que Wenceslau não tornaria sua pretensão pública se tivesse alguma dúvida sobre a posição do alcaide, o que pressupõe uma possível confidência do prefeito com o vice.

Ora, ora, ora, seria motivo de rompimento político se Wenceslau Júnior lança sua candidatura com o prefeito ainda indeciso sobre o seu futuro político.

O retorno ao PT, com uma boa conversa com o governador Rui Costa, é visto por muitos como o caminho para um comportamento político mais ousado. Um Vane menos enigmático e mais decisivo.

Toda articulação para o "Volta, Vane" é feita por Everaldo Anunciação, presidente estadual do petismo, e Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais.

O entrave é Geraldo Simões, que além de ser o prefeiturável natural do PT, é um postulante que ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenção de votos. Sua tábua de salvação e sobrevivência política.

A possibilidade de "minha pedinha" deixar o PT em decorrência do retorno de Vane é remotíssima, mas não é totalmente descartada. Pelo ponto de vista percentual, não chega a 5%.

 

Amélia Tavares Amado

Eduardo AnunciaçãoEduardo Anunciação"Amélia Amado era mulher empreendedora, fêmea positivista, católica. Fundou o Colégio Ação Fraternal de Itabuna (AFI), estimulou o Teatro Estudantil Itabunense (TEI), financiou eventos artístico-culturais.

O desenrolar da história vai constatando que Amélia Amado fora mais inquieta, mais humana do que o líder político Gileno Amado, seu marido. Doutor Gileno Amado era aristocrático, gostava de ser paparicado. Os chamados gilenistas usavam gravatas, chapéus, ternos clássicos. Os gilenistas eram compenetrados, presunçosos. Os tempos eram dos coronéis, os tempos eram outros.

O ambiente, o lugar do doutor Gileno Amado sempre foi a UDN, partido do governador Juracy Magalhães, Adauto Lúcio Cardoso, José Cândido Filho, Carlos Lacerda. Poucos itabunenses amaram doutor Gileno e muitos o respeitavam, temiam.

Como na canção, de Mário Lago, Amélia era uma mulher de verdade. Amélia Tavares Amado foi o trampolim, alavanca, sucesso de Gileno Amado" (Do saudoso e polêmico jornalista Eduardo Anunciação).

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Prefeito destaca continuidade de obras apesar dos poucos recursos financeiros

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Fundação Sesp 03 Pedro AugustoFundação Sesp. Foto: Pedro Augusto

A Prefeitura de Itabuna está finalizando obras nas áreas da Saúde e Educação, que nos últimos dois anos têm tido o maior investimento em recursos próprios ou dos respectivos ministérios com contrapartidas do município, para que sejam entregues à população nos próximos 60 dias. Também está na programação a conclusão da reforma do imóvel onde funcionará o SineBahia, na Avenida Inácio Tosta Filho, uma unidade de intermediação e formação de mão de obra, em convênio com a Secretaria Estadual do Trabalho, Renda e Esporte – Setre.

O prefeito Claudevane Leite afirma que, apesar da escassez de recursos por conta da dificuldade financeira vivida pela maioria dos municípios brasileiros, a administração municipal tem trabalhado para que as obras em andamento sejam finalizadas. "Todo o esforço que fazemos, inclusive com a contenção de despesas desde outubro do ano passado, é para que a população não seja penalizada. Vamos retomar as obras temporariamente paralisadas para que no prazo previsto os serviços nas unidades de saúde, escolas e creches sejam reiniciados", explicou.

Na área da Educação, o governo municipal está atuando firmemente para a conclusão das obras de reforma e ampliação das escolas municipais Everaldo Cardoso, no São Caetano; Luiz Viana Filho, no Santo Antônio; e Amélio Cordier, no bairro Santa Inês. A reforma da creche Elzo Pinho de Magalhães deve ser concluída até o final de março para atender às 52 crianças de 1,6 anos a três anos ali atendidas, diariamente, de segunda à sexta-feira.

A Secretaria Municipal da Saúde também está concluindo as obras de reforma do Centro de Saúde José Maria de Magalhães, no centro. A unidade ganhou uma sala para agentes comunitários de saúde e outra para agentes de combate às endemias, além de terem sido construídos novos banheiros masculino e feminino para pacientes e reformado o banheiro de uso funcionários. Também está sendo beneficiada com reparos no telhado, revisão das redes elétrica e hidráulica, troca de forro, melhoria no piso e pintura.

Já a Unidade Básica de Saúde João Monteiro, no Pedro Jerônimo, além de reparos no telhado, piso, pintura interna e externa, foi ampliada e recebeu novas macas, mesas e cadeiras. A unidade ganhou duas novas salas, uma de apoio aos agentes de combate às endemias e outra de observação ao paciente em estado mais grave. Com referência ao SineBahia, o prefeito Vane está confiante na sua inauguração até o final de março, já que toda a parte de construção civil foi concluída e agora, com a retomada da obra, será realizada a colocação de divisórias e vidraria, instalação de mobiliário, etc.

O prefeito destaca que a busca de recursos dos governos federal e estadual para a execução de novos projetos continua, assim como para a manutenção da infraestrutura da cidade. "Contamos com o apoio do governador Rui Costa e de deputados federais como Davidson Magalhães (PCdoB) e Márcio Marinho e Tia Eron (PRB). No plano estadual temos o trabalho da deputada Ângela Souza (PSD), José de Arimatéia (PRB) e de outros parlamentares de partidos aliados, como o PCdoB e o PP, que têm nos ajudado com uma importante ação política", afirma o prefeito de Itabuna.

Reforma e ampliação da escola Everaldo Cardoso no São Caetano obra está sendo finalizada - Foto Pedro AugustoReforma e ampliação da escola Everaldo Cardoso no São Caetano obra está sendo finalizada - Foto: Pedro Augusto

Reforma Escola Amélio Cordier Bairro Santa Inês foto 02 Pedro AugustoReforma Escola Amélio Cordier Bairro Santa Inês Foto: Pedro Augusto

Sin Bahia foto 01 Pedro AugustoSin Bahia. Foto: Pedro Augusto

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